O Diabo Veste Prada” (“The Devil Wears Prada”) chegou às salas de cinema em 2006, quando o livro de Lauren Weisberger, lançado três anos antes, já tinha criado um zum zum entre os leitores.
A obra desvenda o mundo competitivo da moda e põe a nu a crueldade da principal executiva da Runaway Magazine, Anna Wintour.
Apesar da história retratar factos reais, os personagens recebem nomes fictícios. Lauren Weisberger a estagiária da revista é Andrea Sachs, chefiada por Miranda Priestly. No grande ecrã elas são representadas por Anna Hathaway e Meryl Streep, respectivamente.
Livro e filme têm por base a mesma história: uma estagiária é maltratada naquele que é o emprego de sonho para muitas mulheres. Mas como em tantos outros casos, parece que alguns detalhes foram desmesurados na película. As mais de 400 páginas do bestseller misturam situações de pânico de uma jovem ansiosa por ser reconhecida no mundo jornalístico com descrições hilariantes que levam o leitor a gargalhadas sonantes. O filme ganha com o poder da imagem ao mostrar a evolução do guarda-roupa de Andrea, que começa com uma camiseta larga de lã azul igual a tantas outras, acabando por usar Blahniks e Fendi sem qualquer estranheza.
Para quem já viu o filme e conhecia de perto o seriado “Sexo e a Cidade” (“Sex and the City”) apercebeu-se, certamente, da coincidência de vários cenários e de um mesmo tipo de filmagem. Tanto Anna Hathaway e Sarah Jessica Parker correm nas movimentadas ruas de Nova Iorque entre táxis amarelos, seguram copos gigantescos de café, sem que um salto de 12 cm as atrapalhe. Os que pensavam ser apenas uma coincidência, vale a pena lembrar que a direcção do filme é da responsabilidade de David Frankel, que outrora dirigiu as 4 solteiras de Sexo e a Cidade.
Publicado por: Raquel Malaínho | Junho 21, 2007
Quando o “melhor” emprego do mundo vira o verdadeiro inferno
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