Publicado por: Tiago Vaz Osório | Junho 21, 2007

O caos persistente

Desde o início da semana o caos nos aeroportos voltou a sentir-se nos principais aeroportos brasileiros. Cenas que já se tornaram comuns no noticiário começam a demonstrar uma grande falta de respeito de governantes e empresas de aviação perante a população que se vê obrigada a esperar horas intermináveis para partir de férias ou regressar a casa.

Os problemas nos aeroportos brasileiros começaram na terça-feira depois do Cindacta-1 ter realizado uma operação-padrão, que acabou por atrasar um grande número de vôos. A paralisação dos vôos na capital brasileira acabou por se repercutir por todo o Brasil e foi agravada com uma avaria técnica num monitor de controle aéreo do Cindacta-1, na tarde de quarta-feira. A questão é que o sucedido ficou por explicar claramente. Aliás todas as questões que envolvem este assunto continuam envolvidas de uma leve neblina que não deixa transparecer tudo o que se passa. As respostas da Infraero continuam vagas e os problemas persistem.

Esta questão já se prolonga há vários meses desde que o acidente que envolveu o Legacy e o avião Gol trouxe à tona os problemas estruturais que envolvem o setor dos controladores aéreos. O baixo salário, falta de condições de trabalho, carga horária excessiva e o equipamento obsoleto que muitos já apontavam, mas dos quais nunca ninguém fez caso, chegou a um ponto crítico.

Os finais de semana tornam-se agora previsíveis, os atrasos nos vôos já são esperados o que faz com que muitos desistam de voar de avião e optem pelo ônibus ou o carro próprio. Enquanto isto, as autoridades continuam sem conseguir resolver a situação.

Pior estão as pessoas que se vêem obrigadas a passar horas e horas no aeroporto em condições desumanas. Dormir no chão gelado do saguão de um aeroporto, sem comer, sem banho, sem informações precisas sobre a situação, levam o desrespeito ao extremo. Na falta de atenção pelos seus passageiros as companhias aéreas cometem um erro bastante grave. As férias de muitos foram por água abaixo, os prejuízos são incalculáveis e deviam ser as próprias companhias a fazer pressão para que a situação se resolva rapidamente. Os prejuízos podem ser muito maiores se os passageiros deixarem de existir.

A solução não parece estar para breve e assim o caos nos aeroportos veio para ficar durante uns bons tempos. Resta esperar por uma solução o mais breve possível e rezar para que os atrasos só aconteçam nos outros vôos.


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